Inicío

21 de março de 2012

Layorrane : Sobre os gestos e a alegria.


Hoje passei o dia pensando nas palavras e definições corretas sobre você e nossa amizade. Fui às linhas do tempo caçando em seus mais longes extremos as perspectivas certas para falar sobre você. Talvez sempre falar sobre o outro seja um terreno um tanto ardiloso e ademais complexo, contudo farei esse papel sendo o mais empirista possível. Reconheço a pobreza da Palavra diante dos sentimentos que emergem do coração humano. Creio que a palavra ainda não foi capaz de tocar a profundidade imersa e humana do sentimento. Diante do sentimento humano a palavra é pobre de significado. E creio que ela não seria capaz de conter nos seus signos o sentimento de nossa amizade. Por isso Layorrane ainda que usasse todas as letras possíveis elas não seriam ainda capazes de entrar no íntimo humano do sentimento, que em nós perdura.
Você que chegou de mansinho. Entro na sala da minha vida e fez ali presença. Sem alarde. Sem grito ou murmúrio. No silêncio chegou e permaneceu. Chegou com esse seu sorriso que contagia e até mesmo quando sério tendo te dar uma bronca não consigo, ainda que com muito esforço, se você começar a sorrir. Não obstante quando você se engancha em uma de suas famosas crises de riso. Confesso: Alegria é uma coisa que não te falta. E assim se tornou significado sua presença.
E mergulhando no mais profundo da casa da memória, fiz um recorte das cenas gravadas. Era como quarto de recortes vivos. Janelas que mostravam cenas, cenas vivas e reais. O Filósofo tinha razão: “Recordar às vezes é algo tão real que parecemos de novo viver o que se faz memória”. Confesso que em cada nova janela de memória que passava foi inevitável não sentir aquele choro preso da saudade. Pensei em quantas coisas já passamos juntos. Recordei das diversas alegrias e dos dias de aula; Das tardes de estudo nos apuros das semanas de provas; Nas tristezas e brigas; Nas conversas e partilhas; nas crises de riso e as besteiras de sempre. Momentos para recordação, eu tenho certeza não me faltaram. Até porque de quem amamos guardamos o mais simples dos gestos. Por menor que seja ele, ali se faz guardado como um tesouro. O que completou cada acontecimento e o que fez cada um deles fazerem sentido foi tua presença em cada um deles.
Nossas partilhas eram tão verdadeiras. Conversas de quem não tem medo de abrir para o outro o coração e de dizer o que sente. Sinto falta daquelas noites em que sentados na porta da sua casa dizíamos sobre tudo aquilo que havia em nosso coração. E mesmo quando o tempo pede para que tudo se perca isso se faz mais vivo e enaltecido na memória. E mesmo na distância sei que posso contar com você. Assim também quero que você saiba que meu coração estará sempre pronto para ti.
Hoje posso apenas em meio a tantas recordações desejar tão logo ver-te e poder concretizar o abraço que tenho guardado para te dar. Não peço eternidade para nossa amizade. Por que a ideia do eterno não caberia na ideia que tenho de sempre te ter aqui ao meu lado. E toda vez que a saudade adentrar tua memória, apenas recorda destas palavras que este teu indigno amigo te dirige. Porque o amor é um sentimento que cresce com a virtude da presença.
Te amo minha amiga laetare.

15 de março de 2012

O mundo está repleto de pessoas que passam deixando alegria


O mundo está repleto de pessoas que passam deixando alegria e consolação a muitos corações. São pessoas alegres e repletas de uma sabedoria que não passa. Conheço um sacerdote que é assim. Ele tem em si mais do que alegria, ele transmite alegria. E por mais vezes que eu quis deixar tudo e olhar para trás ele me disse: “Olha Raifran ser padre é maravilhoso!”. E foi todas essas vezes que ele me mostrou que ser padre é maravilhoso que estou onde estou hoje.
Devo muito ao seu jeito paternal de cuidar e dizer sempre a verdade, mesmo que ela me possa doer ou fazer chorar. Seu jeito único de sempre ter palavras que animem a nunca nos façam desistir. E mesmo quando tudo aparenta estar bem, ele como que por uma inspiração divina novamente me surpreende com suas palavras. Esses dias mesmo na varanda de sua casa, ele fez reavivar com suas palavras de sacerdote a chama que Deus incendiou meu coração.
Não esqueço nunca suas palavras: “Ás vezes meu filho, para estarmos com Deus é preciso sair de este estar de pé orgulhoso que temos e nos colocar de joelhos. É preciso estar de joelhos para romper essa coisinha orgulhosa que temos em nós”. Obrigado não seria suficiente por me ensinar muita coisas que hoje sei. Sinto saudades de nossas conversas e direções. Das missas na catedral, que com um obstinado amor no olhar ele fazia a consagração ser de fato memorial da morte do Senhor.
Felicidades Padre Dilmo Franco. Rogo ao Bom Deus por sua vida e vocação. Peço sua benção e oração também pela minha!
Parabéns!

11 de março de 2012

Recordações de um tempo bom.

Eu queria voltar no tempo em que tudo não passava de um sonho. Em que não havíamos nos desencontrado com o tempo, nem com as coisas do passado. Que sentir saudade era uma coisa de momento para nossos corações. Nossos dias eram encontrados. Nossos cantos repetidos nas ruas de retornos e encontros em cada partida para o colégio. Eram poesia nossas conversas. Prosas modernistas de Clarice Lispector, contos e fatos, atos e coisas que nos faziam semelhantes. Caminhos encontrados pela dessemelhança de nossas vidas, mas descobertos de completude em cada coisa que nos faltava. O intrigante era ver as coisas bobas que fazíamos. Os dias de cinema sem escolha de filme certo, as saídas sem rumo ou destino certo. Erámos bobos felizes. Matizes de um elo de encontros.
Queria poder dizer novamente as coisas boas que sempre dizíamos uma para o outro. Coisas que somente em nosso contexto de amigos poderíamos dizer. As verdades escondidas no mais íntimo de nós mesmos. Os medos, as derrotas, as vitórias. Aquelas coisas que só depois de muita sinceridade entre irmãos as pessoas diriam. O incrível é que não tínhamos medo de dizer, não havia segredo entre nós. Tinha horas que achava que erámos mais irmãos do que amigos. A promessa era essa: “Ou ir para o Céu ou ir para o céu!”. E nem sabíamos que cada nova partilha e cada novo encontro era como um pedaço do céu que Deus nos concedia.
 Era um tempo bom aquele. Foi o tempo que Deus nos deu para pensarmos sobre nossos caminhos. E principalmente caminho de aceitação do outro. Era momento de dizer a verdade, de acalmar e de abraçar sem medo. E o tempo tratou de nos ajudar a cada novo dia. O tempo cuidou de fazer valer a pena cada instante que tivemos. Cada encontro de graça que nos unia em cada novo dia. Era Deus nos mostrando aos poucos o que queria de cada um de nós. Ensinando-nos que em cada novo dia erámos responsáveis um pelo outro. Sinto tanto sua falta.
Queria poder recomeçar de novo quem sabe um dia. Recomeçar de onde paramos. Daquele dia em que você partiu com lágrimas no rosto e dizia: “Vou sentir saudades!”. Eu sinto até hoje os abraços de despedida. E ainda disse que não iria chorar para não parecer bobo. Já era bobo mesmo! E chorei por não poder ir com você para aquele novo momento em sua vida. O coração ainda está aqui. Bate com as certezas de um novo encontro. A certeza de matar a saudade que hoje me visita. A certeza de um dia novamente sentarmos em um canto qualquer e apenas no silêncio olhar um para o outro. Silêncio para ouvir as batidas do coração, que com toda certeza baterá apressadamente.


8 de março de 2012

Não haveria Deus de ter feito obra melhor.



A Criação é obra das mãos do Divino Criador do Universo. Ele por sua Palavra fez tudo o quanto nossos olhos e mentes tocam. Depois de ter feito toda essa obra magnânima ele fez da costela do homem o ápice supremo do Seu Criar: A mulher. Voltemos atentos ao livro do Gêneses : "Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada." (Gênesis 2:18). Com estas palavras o Senhor colocou Adão em um sono profundo. Para fazer de sua costela, a obra que nem seus sonhos mais profundos ele jamais imaginará.
Estas palavras do Criador eterno é a verdade plenamente concebida. Não haveria Deus de conceber uma obra mais perfeita para andar ao lado do homem. Mulher. Ela obra de traços humanos, mas de mistérios divinos. Símbolo austero da beleza. Ela que fez entrar nos terrenos humanos o Verbo que estava com o Pai. Mulher, cheia de fascínios. Ela obra do Criador mais digna de louvor. Ela última obra da criação, mas primeira em todo gerar. Tem algo de divino em seu olhar, em seu falar, no seu pensar. Mulher, grão divino que faz gerar os sonhos humanos. Mulher imagem do Pai.Deus refletido nos rostos humanos.
Mulher de traços seletos. Obra final do rascunho homem. Manifestação física do abstrato belo. Mulher de olhar finito, mas de coração infinito. Infinito coração, porque não haveria Deus de habitar em outro ser que não fosse digno de ter no coração o seu Verbo. Mulher, que emerge em sinais externos aquilo que ele havia guardado para o fim de sua Criação. O Certo é que todo bom construtor ao fazer suas obras guarda o melhor para o final. Ele edificador das estrelas, dos astros e do cosmos, estes entes astronômicos que encantam o homem, fez por último àquela que deveria ser sua obra excelente.
Trazemos este dia como recordação vossa, contudo ouso dizer que não haveria tempo cronológico que pudesse conter a importância de uma única mulher. Um dia só não representa vosso papel na esfera humana. Este dia é apenas analogia do dia eterno que Deus guardou ao olhar feminino. Feliz dia Internacional da Mulher!
Votos especiais desse dia as mulheres da minha vida. Em primeiro aquela que o Verbo recebeu. Maria, estrela que guia minha existência. Depois ao exemplo de minha vida e mulher de fibra, que não rebaixou seu coração diante da dor e da dificuldade minha genitora e Mãe Francisca Sousa. Minha madrinha Marilene e minha irmã Dulciran.
As amigas Larissa e Nádia Cardoso, Thais e Fernanda Oliveira, Layorrane e Kelvia, Elis e Eliane, Marcella e Isis. Luana, Ângela, Lidiana e Tereza Hartner. Neide, Jamilly e Emylle do Vale. Divina Azevedo eterna professora e amiga. Que nas suas feminilidades me ensinaram a força do amor maternal e amigo.

7 de março de 2012

O apego: Quando amor não é livre.



Todos nós temos entes aos quais estamos intimamente ligados e presos de certa maneira. O intrigante do homem é que ele, querendo ou não, conclui que é necessário haver alguém a quem possa estar preso como motivo de segurança para sua vida. O apego consiste em ter necessidade vital da presença daquele, ou daqueles, pelos quais determinamos essa segurança. Contudo estar apegado com alguém se torna de fato uma escravidão. Aquele que pratica o apego determina que sua relação e contato humano se resumam praticamente a essa pessoa ou várias pessoas. O apego torna-se de certa maneira uma idolatria do outro, ou seja, a necessidade do outro se torna tão necessária que a vida parece não fluir quando estamos longe dessas pessoas e acabamos exigindo uma atenção quase que sobrenatural do outro. Queremos e desejamo-lo somente para nós! Contato de egoísmo com a própria realidade que nos cerca.
Quem lê esse primeiro parágrafo logo pensa: “Eu não sou assim!”; “Isso é coisa de louco!”. Contudo a realidade pressupõe outra situação. A verdade é que de alguma maneira estamos presos a alguém. Essa relação de apego se torna tão íntima ao homem que chega ao ponto de tornar-se imperceptível para quem pratica. O triste de todo esse quadro é ver que muitos fazem ele sem dar-se conta do atraso provocado pelo apego exagerado. O desejo de ver, ouvir, ler e sentir qualquer coisa da pessoa é tão estridente que o sufocar é inevitável.  Porque se a pessoa objeto do apego, não for uma pessoa paciente vai sentir-se sufocada em determinado momento. Chega determinado instante que se torna um vício.
O apego determina, desde o princípio, um sofrimento a priori, quando não existe resposta recíproca e de retorno da parte oposta. Porque quem pratica essa ação perceberá o vazio causado pela ausência de respostas concretas do outro. O mais triste da vida é pensar que um homem pode reduzir suas expectativas ao coração de apenas alguns. Esquece ele que a vida é feita de um universo de possibilidades. Esquece ele que pode conquistar pessoas e coisas melhores e maiores do que estas as quais tem seu coração preso. Não é capaz de visualizar as demais possibilidades que pode ter em sua vida.
O desapego pauta antes de tudo para um caminho da própria descoberta de quem somos e como podemos caminhar sozinhos. Porque quem ama de verdade coloca em liberdade àquele que ama. O desapego constrói toda essa premissa da liberdade. Liberdade que prima pelo deixar partir e o encontrar novamente. O desapego é a arte de aperfeiçoar o amor. Não consiste em um fingimento de não preocupar-se, nem tampouco em abandonar ao léu quem se ama, mas de fato deixar ser livre o amado.
 É como o caso de uma moça que depois de um relacionamento de mais ou menos cinco anos foi deixada por seu amado. Depois Chora que nem Madalena arrependida, dizendo que ama muito o rapaz. Acaba ficando completamente perdida sem saber o porquê do fim da relação. Já ele bem sabe, afinal de contas o rapaz em questão sentiu-se sufocado. Ele a ama, contudo um amor sem liberdade é como viver com uma pedrinha no sapato: você pode até andar, entretanto ela sempre vai incomodar. Porque ninguém merece alguém te ligando a cada 5 minutos querendo saber onde você está, com quem e que horas volta. Ter a obrigação de ver a pessoa todo dia. Ir à casa toda hora ou todo dia. Não coloco nesse balaio somente e os casais, mas amigos, parentes e a qualquer ser que respire e esteja enquadrado nessa temática.
O pior de todo esse embaraço é que a pessoa apegada acredita estar realizando um bem para si mesmo. A verdade é que o apegado sempre sofrerá muito. Ele sofrerá sempre de uma solidão enfatizada na ausência do ente objeto do apego. E por fim permanecerá só, pois ninguém suporta estar preso a alguém da maneira que o apegado imagina ser uma relação. O apego exacerbado edifica uma verdadeira prisão para o praticante. Não é difícil em nossos tempos perceber pessoas assim. São tantos os caminhos de insegurança para nossos dias que muitos acreditam resumir suas seguranças em pessoas e coisas. Essa segurança na verdade vela por um medo de relacionar-se com outros pela verdade e pelo desejo da presença.
O desapego é arte de aperfeiçoar o amor, no sentido de que o amor permanece livre para nós no momento em que compreendemos que não importa o lugar, onde outro estiver ele vai continuar sendo nosso de alguma forma. Não é preciso fazer grandes reboliços para chamar a atenção. Desapegar consiste em compreender que podemos ser capazes de caminhar sozinhos quando tudo parecer difícil. Quando o outro estiver incapaz de transmitir um sinal de presença. Devemos abandonar esse sentimento, de que somente com outro podemos estar seguros. Quando na verdade o sentimento de segurança é uma disposição interior.
O amor pede passagem das amarras que prendem teus pés. Das correntes fingidas que prendem teus passos. Quando estamos presos aos olhos alheios e nos privamos de nossa própria visão. Quando esquecendo nossas próprias mãos e pés, andamos e tocamos com os sentidos do outrem. O amor pede passagem para quebrar essa falsa segurança que detemos em nós. Pássaros não voam enjaulados. 

1 de março de 2012

O gesto e as marcas.



Navegando no face book encontrei o seguinte texto e 

imagem:

TEM COISAS QUE NÃO TEM COMO NÃO SE EMOCIONAR.. 


O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE " Um por todos, TODOS POR UM."



NO DIA DA FORMATURA, COLEGAS RASPAM CABEÇA E EMOCIONAM AMIGO COM CÂNCER.


Algumas histórias são boas de contar e outras ainda melhores pela emoção que faz até quem é repórter há 20 anos sentir o olho lacrimejar. Na noite de 
quinta-feira(16.02), alunos do curso de Engenharia Ambiental da UFMS produziram uma dessas notícias.

No Teatro Glauce Rocha, os rapazes da turma emocionaram os convidados ao aparecerem carecas na cerimônia de colação de grau, uma homenagem ao colega também sem cabelos, mas por consequência da quimioterapia.

Há menos de um mês, Jaito Mazutti Michel, 24 anos,descobriu um tumor no joelho, maligno. As aulas na faculdade já haviam terminado e só quando os colegas se reuniram para o ensaio da formatura confirmaram a doença.

“Um foi contando para o outro pelo telefone, mas a ficha só caiu quando a gente viu ele debilitado e careca. Como muita gente vai embora depois da formatura, resolvemos fazer essa despedida como forma de desejar boa sorte”, contou o colega Leandro de Oliveira.

A ideia de se solidarizar com a careca de Jaito veio de supetão. Assim que ele virou as costas, os 23 homens da turma resolveram fazer a homenagem. Depois do ensaio, seguiram para o Salão do Gaúcho, perto da universidade, e um a um o grupo foi raspando o cabelo.

Tudo foi gravado e transformado em um clipe ao som de Jack Jhonson. 


Na noite da colação, veio a surpresa. Jaito entrou por uma porta lateral, por conta da dificuldade de locomoção, já que esta usando muletas.

Na entrada principal, os meninos sorriam a cada passada de mão na careca. “Nossa, eu só fiquei sabendo da homenagem agora. Eles são lindos”, disse surpresa a coordenadora do curso, Paula Loureiro.

Sentado ainda entre as cadeiras da platéia, com cara de quem não sabe de nada, Jaito só descobriu a malandragem dos colegas quando a mestre de cerimônias anunciou o clipe.

A introdução do amigo no vídeo, explicando o motivo da ida em massa ao salão naquele mesmo dia, arrancou a primeira lágrima do homenageado que ao ver as imagens reproduzirem o desapego as madeixas de alguns mais cabeludos que os outros caiu no choro, levando junto a família inteira e quem estava por perto.

A plateia ficou muda, sem saber que a tal doença falada no clipe era algo tão perigoso como o câncer. Ao fim do clipe, depois de limpar o rosto molhado e reposicionar os óculos no rosto, Jaito foi chamado para subir ao palco e sentar em uma das cadeiras destinadas aos formandos e, provavelmente, poucos foram tão aplaudidos quanto ele no dia da formatura.

A cerimônia seguiu com a entrada dos colegas sem cabelo ao chamado do cerimonial, todos com sorriso aberto para Jaito, que retribuiu no mesmo tom e com serenidade.

Na fila, um dos formandos tinha uma carga extra de emoção. Guilherme, o irmão do homenageado, também se formou ontem. Os dois começaram a faculdade juntos em 2007, apesar da diferença de 2 anos. Escolheram algo louvável nos dias atuais, a engenharia que cuida do meio ambiente.

O pai agrônomo influenciou e acompanhou a formatura dos dois filhos sempre com os olhos marejados e as duas mãos juntas apoiadas a boca, como fazem todos os emocionados.

Guilherme sentou ao lado do irmão e era o braço na hora que exigia os formandos em pé. “A gente ligado e quando fiquei sabendo do diagnóstico, perdi o chão”, lembrou Guilherme.

Jaito sempre foi o festeiro da turma, o piadista, personalidade lembrada pela colega Izabella Grubert durante o discurso da oradora. No primeiro ano de curso os dois “ficaram”, contou a jovem e depois viraram amigos, dividindo as responsabilidades da comissão de formatura. “Sabe aquele tipo de pessoa doce, que vive sorrindo, que sempre tem uma piada para dizer ou uma festa para arrumar? Esse é o Jaito”, comentou.

No discurso, a voz faltou várias vezes, mas Izabella conseguiu dizer que “quando nossos filhos, no futuro, assistirem ao clipe e perguntarem porque todos estavam carecas, vamos dizer que para um amigo se sentir melhor, fazemos qualquer coisa”.

Depois de virar o centro da cerimônia, com jeito tímido, Jaito agradeceu. “Não suspeitei de nada. É maravilhoso perceber que as pessoas gostam de você. È um momento muito difícil e tento sempre preservar o sorriso porque sei que se eu cair, minha família e meus amigos vão sofrer. Mas vamos em frente e tudo vai dar certo.”

Jaito passou pela primeira sessão de quimioterapia e ainda vai enfrentar a segunda antes da cirurgia para retirar o tumor do joelho.


28 de fevereiro de 2012

Sobre a Ausência

Fraterno Luiz Júnior,
 Saudade é uma coisa que marca sabia? A ausência é de certo a privação que mais dói nos aspectos mais sutis da humanidade de um ser. Ela faz perceber a contingencia da nossa vida e o valor que devemos dar a quem temos sempre ao nosso lado. Recordar quem sempre esteve ao nosso lado faz parte de um quesito chamado memorial do coração. É evento nobre realizado no íntimo humano. Feito de recordações augustas e também tristonhas dos vastos campos da saudade. Não um saudosismo frenético e lamurioso, mas uma saudade verdadeira vendo "que isso era bom" Gen. 1,11. A ausência faz repensar o valor que cada ser tem para nossa história. Não uma história que está escrita em folhas, entretanto uma história que condiz com os sentimentos e sentidos que são próprios do homem que aceitou viver na intimidade do coração os caminhos da amizade. O valor de cada um deve ser renovado todos os dias. 
Gostaria nessas poucas linhas, porque seria necessário mais do que elas para agradecer sua caminhada, bendizer a Deus por teu sim. Louvar ao Pai de bondade por teu empenho durante estes ano que passaste conosco. Gosto muito da frase do escrito Jean Vanier que diz: “não importa teu caminho; não importa se tens sol ou noite; não importa quem vai contigo, o importante é caminha e caminha segundo o desígnio de Deus." Que seja assim tua vida. Não importa teu caminho ou como ele acontece, o importante é acreditar que o Deus Sumo Bem estará sempre ao teu lado. Acreditar nessa promessa não é mero "fideísmo", entretanto é uma entrega total de todo teu ser.
Não digo adeus, porque nessa vida somos todos eternos viajantes de uma jornada chamada vida. Caminhemos juntos!
Obrigado por tua coragem. Por ter deixado tudo e ter sido, tenho certeza, para muitos um sinal de Deus. Quem se decidiu por Cristo, por qualquer tempo que seja não será jamais abandonado. Apega-te mais e mais a Santa Madre Igreja, pois ela estará contigo onde quer que vás. Nada mais a dizer, apenas: "Aquele que te chamou é fiel" I Cor 1,9.
Paz contigo!

22 de fevereiro de 2012

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2012



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE 

PAPA BENTO XVI 
PARA A QUARESMA DE 2012

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos

ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)


Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf.Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Novembro de 2011

BENEDICTUS PP. XVI

17 de fevereiro de 2012

A Viagem


Eu queria poder dizer isso olhando em seus olhos. Esse seria meu desejo neste momento. Contudo não é permitido devido a sua saúde nesse momento. Venho todos os dias neste hospital. Saio de casa na esperança de aqui chegar e te encontrar nessa cama sentado e sorrindo. Sorrindo do jeito que só você consegue e como sempre zoando da minha cara. E quando chego ao seu quarto e te vejo assim deitado, de olhos fechados como que dormindo é impossível conter a tristeza e quando não as lágrimas. Não consigo te imaginar assim desse jeito! Preferiria estar contigo naquele carro. Preferia impedir de algum modo que você fosse aquela viagem. Contudo amigo, eu seu que todas as coisas são para fortalecer nossos laços. Fazia tanto tempo que não ia a uma missa. Fazia tanto tempo que não rezava. Hoje não consigo passar um dia se quer sem antes ir rezar por você. No princípio era por pura conveniência, apenas o desejo de te ver curado. Hoje é no desejo de cumprir a vontade de Deus em tua vida.
Ontem o padre disse uma coisa muito bonita, que mostrou a imensa misericórdia do Deus, que você tanto falava: “Até mesmo dos males Deus é capaz de fazer brotar sua glória.” Logo pensei em você. Hoje penso que numa ação de amizade por mim, você foi meu amigo até mesmo assim deitado nessa cama de hospital. Você mostrou a imensa salvação que havia para mim reservada. Entendo agora porque você nunca me obrigou a ir à missa com você ou te acompanhar naqueles encontros de oração que você sempre ia. Porque haveria o tempo certo para tudo se realizar. Hoje recordo suas palavras de sempre: “Lúcio. Serei sempre teu amigo. Existe um Deus que age de alguma forma entre nós dois.” Hoje sei Marcelo que esse Deus agia de maneira silenciosa em tuas palavras e gestos. Na tua simplicidade de ser jovem, viver alegre como um jovem e mesmo assim rezar e falar de santidade. E pensar que muitas vezes eu ria de você com essa história de ser santo. Não concebia em mim essa coisa de sermos pecadores e buscarmos ser santos. Hoje entendo que “grandes santos foram grandes pecadores.”.
Amigo, todos nós sentimos sua falta tremendamente. A galera do futebol até desanimou. Não temos mais alegria para jogar. Dias atrás, mexendo em meu celular encontrei uma de suas últimas mensagens que dizia: “Lúcio, vamos jogar uma bolinha hoje? Estou precisando cultivar as amizades. Hoje ás 17 horas no campo da Rua Cinco.” E repassei essa mensagem para toda a galera. Que alegria meu amigo! Todo mundo reunido em torno de um convite seu. Disse para galera que você não queria que nós acabássemos com esse momento que era tão importante para você, por sua causa. Vamos para segunda partida essa semana.
Os médicos não sabem bem porque você ainda não acordou. Isso me deixa preocupado, entretanto eu entrego nas mãos de Deus sua vida e sua história. Sei que hoje fazem cinco meses desde o acidente. Sei que tudo está acontecendo muito rápido, todavia espero que você acorde logo para que nós possamos caminhar juntos para fila da comunhão que era seu sonho. Nós dois juntos na mesa da Eucaristia.  Agora tenho que ir, mas amanhã eu volto meu irmão. Fica em paz. Espero-te. Sempre te esperarei. Porque amigo que é amigo, espera sempre o amigo que partiu. Gosto de pensar que você está apenas viajando para um lugar bom e que qualquer dia você voltará.

8 de fevereiro de 2012

Jesus na História da Salvação.


Este vídeo é belíssimo e emocionante. A trama em torno dele. O movimento e a calma compostos em mesmo quadro. Uma linda oração e um ato que aconteceu na Inglaterra no ano de 2011, na praça de Preston, onde um frade capuchinho realizou uma adoração eucaristica que a tempos não se ouviu falar, coragem e um sentimento de puro amor a Jesus Eucaristico foram nitidos.
Apenas uma estola e o ostensório foram as ferramentas utilizadas para convidar as pessoas que ali passavam para pararem e adorarem aquele que a séculos tem regido e cuidado das nossas vidas.
A emoção e o convite foram fortes, muitas pessoas pararam e de joelhos por alguns instantes acompanharam o lindo ato de amor e adoração eucaristica. Enquanto um dos frades expunha o Santissimo Sacramento, outro recitava a oração a seguir:

Jesus Cristo está em todos os livros da Bíblia.
No Gênesis, Jesus é a Semente da Mulher.
No Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascal.
No Levítico, Ele é o Sacerdote, o Altar, o Cordeiro do Sacrifício.
Em Números, Ele é o Pilar de Nuvem durante o dia e Pilar de Fogo à noite.
No Deuteronômio, Jesus é o Profeta, como Moisés.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Josué, Jesus é o Capitão de Nossa Salvação.
Em Juízes, Ele é o nosso Juiz e Legislador.
Em Rute, ele é nosso parente Redentor.
No primeiro e segundo Samuel, Ele é o Profeta a nós confiado.
Em Reis e Crônicas, Ele é nosso Rei Prevalecente.
Em Esdras, Ele é o reconstrutor das muralhas destriídas da vida humana.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Neemias, Jesus é nosso Restaurador.
Em Tobias, ele é o Mensageiro da Nova Vida.
Em Judite, Ele é a Fraqueza Transformada em Vitória.
Em Ester, Ele é nosso Advogado.
Em primeiro e segundo Macabeus, ele é Lider que morre pela lei de Deus.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Jó, Ele é o nosso Redentor Imortal.
Nos Salmos, Ele é o nosso Pastor.
Em Provérbios, Ele é nossa Sabedoria.
No Eclesiastes, Ele é nossa Esperança e Ressurreição.
No Cântico dos Cânticos, Ele é nosso Amável Noivo.
Em Sabedoria, Ele é a emanação do pensamento de Deus.
No Eclesiástico, Jesus é nossa segurança.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Isaías, Jesus é o Servo Sofredor.
Em Jeremias, Ele é a Descendência Justa.
Em Lamentações, Ele é nosso Profeta que Chora.
Em Baruc, Ele é a Misericórdia do Eterno.
Em Ezequiel, Ele é Aquele que tem o Direito de Governar.
Em Daniel, Jesus é o Quarto Homem na fornalha ardente.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Oséias, Jesus é o Marido Fiel para sempre casado com o pecador.
Em Joel, Ele é Aquele que Batiza com o Espírito Santo de Fogo.
Em Amós, Ele é o Restaurador da Justiça.
Em Abadias, Ele é Poderoso para Salvar.
Em Jonas, Ele é nosso grande missionário estrangeiro.
Em Miquéias, Ele é os pés daquele que traz Boas notícias
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Naum, Jesus é nossa fortaleza nas desgraças.
Em Habacuc, Ele é Deus, meu Salvador.
Em Sofonias, Ele é o Rei de Israel.
Em Ageu, Ele é o anel do sinete.
Em Zacarias, Ele é nosso Humilde Rei montado num potro.
Em Malaquias, Jesus é o Filho da Retidão.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Mateus, Jesus é Deus Conosco.
Em Marcos, Ele é o Filho de Deus.
Em Lucas, Ele é o Filho de Maria, sentindo o que você sente.
Em João, Ele é o Pão da Vida.
Em Atos, Jesus é o Salvador do Mundo.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Romanos, Jesus é a Redidão de Deus.
Em 1ª Coríntios, Ele é a Ressurreição.
Em 2ª Coríntios, Ele é Deus de todo o consolo.
Em Gálatas, Ele é nossa liberdade. Ele lhe liberta.
Em Efésios, Jesus é a Cabeça da Igreja.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Filipenses, Jesus é sua Alegria.
Em Colossenses, Ele é sua Perfeição.
Em Tessalonicenses 1 e 2, Ele é sua Esperança.
Em 1ª Timóteo, Ele é sua Fé.
Em 2ª Timóteo, Jesus é sua Estabilidade.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em Tito, Jesus é a Verdade.
Em Filêmon, Ele é seu Benfeitor.
Em Hebreus, Ele é sua Perfeição.
Em João, Ele é o Poder por trás de sua Fé.
Em 1ª Pedro, Ele é seu exemplo.
Em 2ª Pedro, Jesus é sua Pureza.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora.
Em 1ª João, Jesus é sua Vida.
Em 2ª João, Ele é seu Padrão.
Em 3ª João, Ele é sua Motivação.
Em Judas, Ele é o Fundamento de sua Fé.
Em Apocalipse, Jesus é seu Rei Vindouro.
Ele é o Primeiro e o Último. O Princípio e o Fim.
Ele é a Chave da Criação e o Criador de Tudo.
Ele é o Arquiteto do Universo e o Administrador de Todas as Épocas.
Ele sempre foi, Ele sempre é, e Ele sempre será Impassível, Inalterado, Invicto e jamais será arruinado.
Ele foi ferido e nos trouxe a cura.
Ele foi trespassado e aliviou a dor.
Ele foi perseguido e nos trouxe a liberdade.
Ele morreu e nos trouxe a vida.
Ele ressuscitou e nos traz poder.
Ele reina e nos traz paz.
O mundo não pode compreendê-Lo.
Os exércitos não pode derrotá-Lo.
As escolas não podem explicá-Lo e os líderes não podem ignorá-Lo.
Herodes não pode matá-Lo.
Os Fariseus não podiam enganá-Lo.
As pessoas não podiam detê-Lo.
Nero não pode esmagá-Lo.
Hitler não pode silenciá-Lo.
A Nova Era não pode substitui-Lo.
E Oprah não pode dar satisfação Dele.
Ele é Vida, Amor, Longevidade e Senhor.
Ele é Bondade, Benevolência, Suavidade e Deus.
Ele é Santo, Justo, Imenso, Poderoso e Puro.
Seus caminhos são corretos; Suas palavras, eternas; Suas leis, imutáveis e Sua mente está em mim.
Ele é meu Redentor, Ele é meu Salvador, Ele é meu Deus, Ele é meu Sacerdote, Ele é minha Alegria, Ele é meu Conforto, Ele é meu Senhor, e Ele governa minha vida.